Saga "Crepúsculo" e livros adolescentes de vampiro dominam 2009
21 Dez 2009 

SÃO PAULO – Lobisomens e anjos podem estar prestes a invadir a sua vida, mas não há como negar que 2009 foi o ano dos vampiros, nas telas e nas prateleiras. A febre das criaturas sedentas de sangue começou a ganhar contornos claros por aqui com a estreia da saga "Crepúsculo" nos cinemas brasileiros, há exatamente um ano. O primeiro filme custou US$ 37 milhões e faturou US$ 385 milhões em todo o mundo, o suficiente para que a Summit Entertainment, estúdio responsável pela adaptação, produzisse a toque de caixa dois novos capítulos. O que se viu a partir daí foi uma overdose de reportagens, entrevistas e capas de revista que culminaram, no final de novembro, no segundo filme, "Lua Nova". O resultado dessa superexposição só podia ser um: sucesso.


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"Lua Nova" teve a terceira melhor estreia de todos os tempos nos Estados Unidos

Em menos de um mês, "Lua Nova" arrecadou US$ 628 milhões em bilheteria  e entrou para a história como a terceira melhor estreia de todos os tempos nos Estados Unidos. O evidente avanço nos efeitos especiais – fruto do orçamento vitaminado – e o início de um triângulo amoroso entre Bella (Kristen Stewart), o vampiro Edward (Robert Pattinson) e o lobisomem Jacob (Taylor Lautner) atiçou as mulheres a correrem para as salas e assistirem mais de uma vez o longa-metragem.

E aí reside parte do fascínio da série. A trama criada pela escritora Stephanie Meyer tem especial apelo para as adolescentes, que encontram uma variação romance clássico esquecido no dia-a-dia moderno. Gentil, misterioso, leal e conservador, Edward ama Bella sem limites, mas ao mesmo tempo procura nem beijá-la, receoso de que possa feri-la de alguma forma. Ele nem mostra os caninos. Sexo, então, está fora de questão. Um amor casto, idealizado, que arranca lágrimas das românticas de plantão – não por acaso, 75% do público do primeiro filme era feminino. Não é difícil prever que boa parte dessas garotas levou o namorado para ver a sequência e voilà, temos um campeão de bilheteria.

Mas não é só no cinema que "Crepúsculo" encontra seus fãs, muito pelo contrário. A quarta e última parte da série, "Amanhecer", chegou em junho às livrarias brasileiras com uma tiragem de 400 mil exemplares e desde então segue firme no pódio dos livros mais vendidos no país, acompanhada pelos outros três episódios, todos no Top 10. No total, 85 milhões de cópias da saga foram comercializadas ao redor do planeta.

E não para por aí. Mesmo com a tetralogia oficialmente encerrada, Stephanie Meyer tem mais cartas na manga para manter a franquia viva: o guia oficial da série de livros, previsto para o final de 2010, e "Sol da Meia-Noite", a primeira obra recontada do ponto de vista de Edward, embora o projeto tenha sido temporariamente interrompido porque os capítulos iniciais vazaram na internet. Sem contar a continuação nos cinemas – aguente firme que "Eclipse", a terceira parte, estreia em junho.

Sangue, suor e sexo

Se a castidade é uma das características de "Crepúsculo", o sexo ajudou a construir a fama de "True Blood", o mais bem-sucedido programa do segmento na televisão norte-americana. Baseado na série de livros "The Southern Vampire Mysteries", de Charlaine Harris, o seriado se passa no sul dos EUA, na fictícia cidade de Bons Temps, em Louisiana, e traz uma novidade: os vampiros saíram do armário e andam livremente pelas ruas.

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O casal Anna Paquin e Stephen Moyer, garçonete e vampiro em "True Blood"

Tudo porque os japoneses criaram um sangue sintético chamado True Blood, vendido em garrafas estilosas disponíveis em qualquer posto de conveniência, que permite aos vampiros se alimentar sem sair por aí dilacerando gargantas. Na história, que já teve duas temporadas, a garçonete telepata Sookie Stackhouse (Anna Paquin, ganhadora do Globo de Ouro pelo papel) começa a se relacionar com o centenário vampiro Bill Compton (Stephen Moyer), de volta à casa de seus antepassados. O clima quente do Mississipi é cenário para muita nudez, suspense e política.

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Versão em refrigerante, 0+, de Tru Blood

Sim, política, porque um dos panos de fundo da série é a luta pelos direitos constitucionais dos vampiros, discriminados por uma parcela da sociedade e perseguidos por grupos religiosos de extrema direita, paramilitares no caso mais extremo. Os diálogos pedindo igualdade são uma alegoria evidente da causa homossexual, e não por acaso o criador e roteirista de "True Blood", Alan Ball ("A Sete Palmos"), é reconhecido como um ativista do movimento GLBT.

Isso não ofusca, no entanto, a diversão e o sucesso do programa, que driblou o marketing convencional ao lançar no mercado uma versão da bebida que lhe dá nome – "Tru Blood" é um refrigerante sabor laranja, mas vermelho, espesso e com um esclarecedor "O Positivo" estampado no rótulo. No Brasil, até agora estão disponíveis apenas os dois primeiros volumes da série de livros (que está indo para o 11º lá fora): "Morto Até o Anoitecer", da Record, e "Vampiros em Dallas", pela Arx.

Enxurrada nas livrarias

A televisão também teve este ano a estreia de outra telessérie baseada na literatura, mais uma vez pelo viés adolescente. "The Vampire Diaries" chegou em setembro à progração do canal CW e de cara conquistou a melhor audiência da rede. Na trama, o vampiro Stefan Salvatore retorna à pequena cidade de seus ancestrais e tem de enfrentar seu malévolo irmão enquanto se relaciona com a jovem Elena, ainda no colégio, idêntica a um grande amor do passado.

O seriado está nas mãos de Kevin Williamson, um dos responsáveis pela retomada do terror na década de 1990, com a trilogia "Pânico" e "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado", além do sucesso "Dawson's Creek". Dos livros de "Vampire Diaries", escritos por L.J. Smith, dois foram lançados no mercado nacional como "Diários do Vampiro" – "O Despertar" e "O Confronto".

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O trio protagonista da série "The Vampire Diaries", série de livros que chegou ao país

Outro representante desse fenômeno editorial a respingar no Brasil é a "A Casa da Noite" ("House of Night"), que já vendeu 5,5 milhões de cópias. P.C. Cast e sua filha, Kristin Cast, a princípio pretendiam escrever nove capítulos da série, mas, graças à boa aceitação, aumentaram esse número para 12.

Os livros seguem uma garota de 16 anos que descobre ser uma vampira e passa a frequentar a Casa da Noite, escola para jovens sugadores de sangue, onde precisa se acostumar à nova realidade, seus poderes e se afastar dos antigos amigos, em um argumento que lembra bastante o Harry Potter de J.K. Rowling. "Marcada" e "Traída", os dois primeiros volumes, estão disponíveis em português pela editora Novo Século.

Por falar em Harry Potter, que conquistava fãs antes mesmo de ser traduzido, outras duas séries já vem garantindo seu nicho nos originais em inglês. Trata-se de "Vampire Kisses", de Ellen Schreiber, cujo sexto volume, "Royal Blood"; e "The Morganville Vampires", de Rachel Caine, que já tem sete livros, três deles lançados em 2009.

Nada de parar tão cedo

As prateleiras podem estar cheias, mas os cinemas ainda vão continuar recebendo em 2010 toda a influência deste momento fértil para os dentuços. O primeiro deles é o filme infanto-juvenil "Cirque du Freak: O Aprendiz de Vampiro", que estreia em 15 de janeiro. A história é baseada na série de livros "Circo dos Horrores", editada pela Rocco, e conta como um vampiro de circo (John C. Reilly) convence um garoto de 14 anos a ser seu assistente. Ainda no elenco, Salma Hayek, Ken Watanabe, Willem Dafoe e Patrick Fugit.

Outra novidade é a refilmagem do longa sueco "Deixa Ela Entrar", um dos melhores filmes do ano, que vai ganhar uma versão em Hollywood. No original, dirigido por Tomas Alfredson, um menino de 12 anos tem problemas em fazer amigos e acaba se aproximando de uma misteriosa vizinha do bairro, jovem como ele, mas uma vampira. Sem abrir mão do suspense, a produção revela, desprovida qualquer pieguice, como a relação dos dois evolui. O remake está a cargo de Matt Reeves ("Cloverfield") e deve ficar pronto até o fim de 2010.

Seguindo o caminho dos tijolos amarelos, a produtora de "Crepúsculo" vai continuar investindo no filão e pretende realizar ao longo do ano um filme de ação baseado na vida do príncipe romeno Vlad Tepes, O Empalador, que viveu no século 15 e inspirou Bram Stoker a escrever "Drácula". Segundo o autor do roteiro, Charlie Hunnam, a história deve ser mais realista, mostrando os fatos que deram origem à lenda do Conde Drácula.

O projeto mais animador, no entanto, está na oitava colaboração entre o diretor Tim Burton e o astro Johnny Depp. A dupla vai encabeçar uma adaptação do seriado "Dark Shadows", famoso na televisão norte-americana na década de 1960 ao levar para as telas um universo similar a "Além da Imaginação", mas privilegiando ambientes soturnos e criaturas como fantasmas, bruxas e lobisomens. Depp interpretará o vampiro Barnabas Collins, personagem recorrente e uma das figuras mais célebres do seriado. O início das filmagens está previsto para setembo  e pode se esperar o que sempre acontece quando os dois se juntam – apuro visual, grandes interpretações e muita originalidade.

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10 Curiosidades sobre Robert
21 Dez 2009 

Para dizer a verdade, é difícil descobrir podres sobre o misterioso R-Pattz. Mas nós conseguimos achar algumas coisinhas sobre o nosso vampiro favorito.
 
1. É difícil de acreditar agora, mas quando Rob foi escolhido para interpretar Edward Cullen, 75.000 pessoas assinaram uma petição contra ele fazer o papel — elas achavam que ele não se encaixava no personagem dos livros da saga! Agora, ainda mais pessoas estão dizendo “Robert, me morda”… mas elas querem dizer algo completamente diferente.
 
2. Dizem que Robert conseguiu um corpo sarado para Lua Nova graças a maquiadores e estratégias de bronzeamento a jato. Nós gostaríamos de inspecionar as provas para ter certeza.
 
3. Ele disse uma vez que em vez de “R-Pattz”, seu apelido poderia ser “Spunk Ransom”. Somos apenas nós, ou isso parece nome de ator pornô?
 
4. Sabe a marca registrada que é olhar ardente do Rob nos filmes Crepúsculo? Não é atuação — ele diz que é graças à dificuldade de enxergar pelas lentes de contato coloridas (que ele chama de “manchas laranja”).
 
5. Entre as filmagens de Remember Me, o segundo e o terceiro filmes da saga, ele estima que teve “tipo, três dias de folga” no ano passado. Esse vampiro precisa descansar e talvez de uma massagem, urgente! Alguém se habilita?
 
6. Ao contrário de seu personagem Edward, Robert afirma ser nem um pouco romântico. “Eu não consigo pensar em nem uma coisa romântica que eu já fiz”, ele disse ao Today Show recentemente.
 
7. Ele toca piano e violão, e suas músicas estão no primeiro filme, Crepúsculo. A diretora Catherine Hardwicke disse à MTV que as músicas a fizeram chorar porque eram muito tocantes.
 
8. Ele disse que “é confuso” a respeito porque as botas UGG estão na moda. Nós ouvimos que toda a população masculina concorda.
 
9. Rob tem duas irmãs mais velhas que costumavam vesti-lo de mulher a apresentá-lo como “Claudia”. Isso deve ter sido um saco.
 
10. R-Pattz considerou seriamente desistir de atuar porque não conseguia nenhum papel. Poucos dias depois, ele fez o teste para Crepúsculo.

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Bastidores de Lua Nova
18 Dez 2009 

 
Taylor Lautner
Taylor Lautner e Robert Pattinson. Você é Team Jacob ou Team Edward? Escolha difícil...
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'Lua nova' domina billheterias brasileiras pela quarta semana
17 Dez 2009 







RIO - Pela quarta semana seguida, "A saga Crepúsculo: Lua nova" domina as bilheterias brasileiras. Apesar de ter sofrido uma queda de 38% na ocupação das salas, o filme se manteve no topo do ranking do fim de semana com R$ 2,6 milhões. Assim, o longa já acumula quase R$ 40 milhões somente no Brasil. As informações são do boletim Filme B.


Em cartaz há cinco semanas, o filme de ação "2012" também continua bem posicionado. Com R$ 2,5 milhões, segue firme na segunda colocação, já tendo levado 4,4 milhões de espectadores ao cinema.


O terror de baixo orçamento "Atividade paranormal" se beneficiou do boca a boca e viu sua arrecadação crescer 5% com relação à estreia, na semana passada, ficando com o terceiro lugar do ranking.


Entre os lançamentos, a animação da Disney "A princesa e o sapo" foi a melhor colocada, estreando em quarto lugar, com renda de R$ 1,6 milhão.


Confira as dez maiores bilheterias do fim de semana:


1 - "Lua nova"


2 - "2012"


3 - "Atividade paranormal"


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Galã de "Crepúsculo" está em "Uma Vida sem Regras"
17 Dez 2009 
         Robert Pattinson por pasioncullen.


SÃO PAULO (Reuters) - Antes de se tornar o vampiro mais amado do mundo, o ator inglês Robert Pattinson protagonizou "Uma Vida sem Regras", uma comédia britânica -mais britânica do que cômica - que chega aos cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro nesta sexta-feira, pegando carona no sucesso da série "Crepúsculo".



Melancolia, depressão falta de estímulo para viver, ou qualquer outro rótulo que possa levar, esse costuma ser o martírio favorito dos músicos atormentados - especialmente daqueles sem talento.



Sem a originalidade de outros artistas depressivos, de Ian Curtis, do Joy Division, a Kurt Cobain, do Nirvana, ao jovem Art (Pattinson) resta apenas reclamar da vida e andar de um lado para outro sem qualquer ânimo.



Ele tenta montar uma banda - mas não dá certo. Seu namoro termina sem muita explicação. Seus melhores (ou seriam os únicos amigos?) são um poço de problemas.



Ronny (Johnny White) tem agorafobia, ou seja, medo de lugares abertos. Nikki (Mike Pearce) é feliz sem precisar de nenhum motivo. Em casa, as coisas também não vão nada bem para Art, que tem um relacionamento péssimo com a mãe (Rebecca Pidgeon, de "Cinturão Vermelho") e o pai (Michael Irving).



Talvez se Art se encontrasse com Edward Culler - o personagem que Pattinson interpreta na saga "Crepúsculo" - receberia alguns conselhos preciosos sobre família e garotas - embora em relação a como lidar com a melancolia nenhum teria muito o que dizer ao outro.



O protagonista de "Uma Vida sem Regras" vai encontrar consolo apenas na figura de um guru da autoajuda, um médico canadense chamado Dr. Ellington (Powell Jones) autor do livro "Não é Culpa Sua".



Depois de contatar o tal médico via Internet, Art o convida para ir à Inglaterra e ajudá-lo pessoalmente. Agora, o dr. Ellington se intromete na vida do rapaz, seus pais e seus amigos, dando palpites e sugerindo mudanças - às vezes, interferindo até demais.



Dirigido pelo estreante Robert Irving, "Uma Vida sem Regras" não se dá ao trabalho de disfarçar todos os estereótipos que coloca em cena. Art é o típico jovem atormentado com aspirações artísticas, sem rumo ou ambições muito definidas. Seu relacionamento familiar é praticamente inexistente - assim como seus pais enquanto personagens no filme, tanto que não têm nem nomes próprios.



Não fosse Pattinson, o galã do momento, essa comédia sem muita graça não chegaria aos cinemas - talvez apenas às prateleiras das locadoras. Mas o rapaz é a bola da vez e qualquer aparição sua na tela pode lotar os cinemas.

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